Fui em direção a sala de aula, ficar lá no lugar de sempre.
E minutos depois chega ele.
- Da próxima vez, não entra mais Henrique. - Falou Vânia, nossa professora de português.
Henrique mesmo sendo novato, parecia que conheçia a escola a muito tempo e que conheçia todo mundom entrou dois mêses depois que começou as aulas, se transferiu.
- Ah professora, pode deixar eu aqui ó, não vou fazer isso mais da proxima vez. - falou ele como se tivesse intimidade.
Será que ele lembrava de mim ? Lembrava que eramos apaixonados ? Acho que não.
A aula terminou, e eu teria que ir ao carro que me esperava, pegar Guto e ir para casa, entrar no computador.
- Calma aí, antes de sairem, quero que façam um trabalho em grupo de 4 pessoas, eu mesmo escolhi os grupos, não quero favoritismo.
Ela vou dizendo o nome dos grupos, e finalmente chegou no meu.
Cacília Vasconcelos, Victória Ribeiro, Henrique Vanger, Kleber Blonks.
Eu fiquei calada, peguei a garota mais insuportavel para mim, mesmo nunca falando com ela, sabia como ela era com as pessoas que tentavam ser melhor que ela.
- Professora, a Cecília ? - perguntou Victória.
- Sim, porque não, ela é uma ótima aluna.
- Professora, se concordar eu posso fazer sozinha.
- Não, eu decido e você vai fazer com eles.
A sala ficou em silêncio, e Henrique o quebrou.
- Na minha casa, hoje as 18:00 tudo bem ?
Todas já sabiam onde era sua casa, pediram endereço é óbvio.
Iriamos falar sobre Arcadismo.
Sai da sala, e fui ao carro que já me esperava, falei com José e fomos a creche.
Guto já estava na porta, os brilhos e pequeno sorriso se destacava.
Assim que desci do carro, ele veio correndo me abraçando, senti o abraço dela era tão bom, meu maninho minha única razão.
- Vamos pra casa, papai chega hoje.
- êe, ele vai traser bala pra mim ?
- Não sei, mais se ele não trouxer, eu vou lá na Anita e compro pra você.
- Êba.
Ele entrou no carro, e logo em seguida entrei, no caminho todo, Guto ficava gritando e cantando no banco traseiro.
Paramos em frente a minha casa, e meu pai já estava lá.
Bom vou falar um pouco sobre ele, meu pai é legal, divertido o maior problema é que ele vive a negócios, quando ele chega Guto fica muito feliz, os dois ficam juntos por muito tempo.
- Paiêe. - falou Guto descendo o carro e indo a ele.
Ele o rodopiou no ar, e o pegou no braço.
Logo depois andando fui lá da um abraço nele.
- Oi pai. - falei com um sorriso no rosto. - e ai, vai ficar até quando ?
- Hm, daqui a dois dias to voltando.
Dei um sorriso forçado, e então entrei para tirar aquela roupa, tomei um banho e fui para meu quarto.
Eram 12:00 desci e fui almoçar junto a meu pai, ele começou a falar sobre coisas ilárias que aconteçeu, e Guto só faltou fazer xixi nas calças de tanto rir.
Voltei para meu quarto, enquanto Guto ficou lá embaixo jogando playstation com papai.
Liguei o notebook, e fui olhar meu orkut. Tinha apenas recados de algumas pessoas, e aquelas recados vírus.
Coloquei uma músiquinha e fiquei escutando, fui em direção a janela do meu quarto, olhar a varanda da casa de Henrique, ele estava lá sentado olhando pro céu, mais perfeito do que nunca, quando ele olha em direção a minha janela, eu me escondo.
Será que ele me viu ?
Saiu de mancinho e volto para o notebook, Guto entra no quarto.
- Cecíi, vamos lá pra baixo jogar comigo, papai foi dormir.
- Tá Guto, vamos.
Deixei o note lá, e desci as escadas com Guto, ficamos jogando um jogo de corrida lá, não sei qual.
- Ganhei pela milésima vez. - falou ele rindo da minha cara.
- haha, da próxima eu ganho Guto, você vai ver.
- Guto, to cansada já, você vive ganhando.
- Só mais essa maninha.
- Tá.
Quando perdi aquela partida, dei um beijinho nele e subi as escadas, olho para o relógio e eram 17:27.
- Nossa, tenho que me arrumar.
Usei uma saia abaixo do joelho, prendi o cabelo, uma blusa que cobria os braços, sorte que li um pouco sobre Arcadismo no notebook, peguei uns materiais e desci.
- Bom Guto, acho que umas 20:00 volto, avisa a papai que to aqui em frente.
- Tá maninha.
Parei em frente a minha casa, e ao longe vi Victória chegando com Kleber.
Depois de 10 anos, vou entrar novamente na casa de Henrique, tomara que dê tudo certo, e que eu não passe nenhum mico.
Começei a dar passos e parei em frente a sua porta, apertei a campainha e esperei alguém abrir a porta. Será que ele iria lembrar de mim ?
Tópico: Capítulo 2
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