Capítulo 15 - Chuva

Capítulo 15 - Chuva

 

- Ai que vergonha, obrigada.
- Ai sua boba, pra que vergonha, sou teu namorado.
- É, pra que vergonha ?
Ficamos ali conversando, até Victória apareçer, e falar:
- É Cecília, você acha que só porque chamou atenção na festa, vai roubar meu lugar de popular na escola, você ganhou apenas 1/3 da guerra, mais o resto irá perder fatalmente.
- Victória, desculpa. - falei eu abaixando a cabeça.
Eu não gosto desse negócio de popularidade, não gosto de deixar os outros mau, sei lá... parece até que para ela ser popular é uma coisa que a deixe feliz.
- Opa opa, Victória não fala assim com ela. - falou Henrique levantando-se e ficando a frente dela.
- Qual é Henrique, vai bater em mulher ?
- Não, não sou homem dessas coisas, mais só te falo uma coisa.
- hmm... - Victória com ar de deboche.
- Se tu fizer ela sofrer, irá se arrepender pelo resto de sua vida.
- Isso é uma ameaça ?
- Entenda como quizer.
Henrique pegou em meu braço, e me puxou do banco me levando para outro local.

Saimos para a parte descoberta da escola, a escola onde estudavamos era enorme caminhamos pelos bancos onde o sol batia, na minha escola tinha uma parte não muito movimentada porém perfeita e intacta, poucos iam aquele local, parecia ser uma praça mais não er,a tinha bancos e uma arvore no centro, Henrique segurava em minha mão, até que pingos de chuva passou a cair.
- Vamos voltar. - falou ele tentando me puxar.
- Não.
- Mais vamos nos molhar.
- Vamos ficar aqui, por favor.
A chuva começou a cair mais forte, joguei o livro pra deibaixo de um banco e passei a pular e correr na chuva, Henrique fazia o mesmo, nos jogamos na grama, pouco me importa o curativo, quanto mais forte a chuva ficava mais a vontade de ficar ali aumentava, empurrei Henrique e ele olhou para trás e falou.
- Ah sua boba. - falou ele tentando me pegar.
- aah haha. - eu gritava e ria ao mesmo tempo.
Ele me pegou e passou a me rodopiar no ar, até caimos exausto na grama e a chuva sobre nosso corpo, foi então que eu coloquei a mão em seus cabelos pretos, a água da chuva deslizava sobre a ponta do meu nariz e cada gota tocava no rosto de Henrique, foi ai que o beijei, passei a procurar sua lingua, explorei cada parte de sua boca, até o sinal tocar, paramos de nos beijar, e ficamos no olhamos e aquele silêncio foi quebrado por nossos risos.
- Eu te amo sua boba. - falou ele me dando outro beijo.

Saimos dali, peguei o livro debaixo do banco, e estava molhado não muito mais estava, corremos pela chuva até chegar a parte coberta, da chuva conseguimos nos livrar o problema seria nos enxugar, concerteza não iriamos entrar na sala, mais o que custa tentar ?
Fomos rindo o caminho todo até parar na porta da sala.
Para nossa surpresa, o professor já estava na sala, assim que nos vio ficou em estado de choque.
- Licença professor... - falou Henrique, mais foi interrompido.
- Na minha aula, vocês não irão entrar assim, infelizmente não irão poder assistir as duas ultimas aulas, peguem suas coisas e se retirem.
Todos ficaram nos olhando, no fundo eu tava rindo de tudo aquilo, se eu tava imagina Henrique, quando saimos da sala dominamos o corredor com gargalhadas, ele pegou em minha mãe e corremos pela escola toda.
- E agora, pra onde iremos ? - falei eu tentando aliviar os risos.
- Não sei, só tem chuva.
Rimos mais e mais, até ficarmos ali no banco esperando a chuva passar, ele estava sentado, enquanto eu estava deitado com a cabeça em sua coxa enquanto ele fazia carinho em mim.
Senti gosta caindo sobre meu rosto.
- Nossa até aqui ta chovendo.
Mais não era isso, olhei para o rosto de Henrique e vi seus olhos vermelhos e lágrimas saindo, assim que ele percebeu tentou desfarçar.

- Henrique ? - falei saindo de sua coxa, e sentando ao seu lado.
Ele ficou calado.
- Porque está chorando ?
- Não to chorando. - ele fez aquela cara de homem sério.
- Acha que me engana ?
Ele logo deu um sorriso e falou.
- É que to pensando aqui, e se um dia você me deixar ?
- Nunca!
- Mais eu sei que isso pode aconteçer, muitos irão tramar algo, ninguém se conforma com a felicidade de ninguém.
- Eu sei disso, mais não importa o que aconteça, podemos terminar mais quando amamos de verdade sempre há outra chance, sempre podemos começar, não chora...
- Eu sei que quando você entrar em sua casa, vai rir de mim, claro homem não chora, em qualquer oportunidade vai me chamar de gay.
- Acha que eu seria capaz ? E qual o problema de homem chorar ? Além do mais todo mundo tem sentimentos, e homem se torna mais carinhoso e fofo quando chora, isso mostra o quanto você é um bom homem Henrique.
- Eu que deveria ta falando essas coisas para você, a única coisa que sei fazer é cantar as pessoas ¬¬'
- Mais agora ta comigo e não vai mais cantar ninguém.
- Eu sei, não seria capaz.
Foi daí que o beijei, senti o sabor de sua lágrima que estava em seus lábios, logo ele parou de chorar e me beijava commais intensidade, e com um aperto forte. Estava fazendo muito frio e nossas roupas estavam molhadas. Só conseguimos nos esquentar um no outro, nos abraçando.

 

 

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