Capítlo 14 - Escola

Capítlo 14 - Escola

 

Henrique narrando:
Sai da casa da Cecília, e fui direto a minha casa que ficava logo a frente, entrei e fui falar com minha mãe, que já estava dormindo no sofá da sala me esperando, acordei ela e desliguei a TV, ela saio cambaleando para seu quarto e eu fui para o meu, tomei um banho e fiquei de cabeça baixa no chuveiro, a água ia escorrendo sobre todo meu corpo. 
Cecília, você não tem idéia de como eu to feliz, e prometo deixar nada te aconteçer, se possivel te dou a minha vida. 
Passei uma hora embaixo do choveiro, pensando sobre tudo que aconteçeu durante toda minha vida, sobre meu pedido de namoro, amanhã assim que sair da escola, irei diretamente para sua casa, cuidar dela, Cecília pode ser tudo, mais uma coisa que ela tem é força de vontade e não se importa com o que passou, sobre o tiro e o hospital, começando a fazer esforço.
Desliguei o chuveiro, e peguei a toalha, passei sobre meu corpo e depois pela minhas costas, enxuguei meus cabelos, e coloquei a toalha sobre minha cintura, cobrindo aspartes intimas, sai e fui a frente do guarda roupa, abri uma gaveta e tirei uma cueca boxer preta, peguei um samba-canção cinza e usei, deitei na cama e fiquei olhando para o computador. Graças a você... 
Fexei os olhos, e dormi.

- Que som chato.
O despertador sobre o criado-mudo, estava como louco, a minha vontade era da um tapa nele e dormir mais um pouco, mais eu tinha que ir pra escola, faz tempo que não fui, acordei arrumei minha cama, e fui direto para o choveiro, tomei um banho rápido, fiz a higiene matinal e desci com as mochilas nas costas, tomei café com minha mãe, e sai, ia a pé para a escola, quando abro porta da frente, o inesperado aconteçe.
- Cecília ?
- Sim ?
- Não era pra você ta em casa ?
- Não, vou pra aula.
Ela tava usando uma saia branca, batendo nos joelhos, uma blusa lilás, com mangas até o braço, e uma tiara na cabeça, com os cabelos presos e uma sapatilha branca, com uma bolsa nas costas, e dois livros em um dos braços o segurando.
- Você não pode se esforçar Cecília, custa obedecer ?
- Mais eu não queri ficar em casa.
- Mais eu vou pra escola, a pé e você irá fazer muito esforço se for comigo.
- E quem disse que irá a pé ?
Ela olhou para trás, e eu olhei por cima de sua cabeça, estava o carro que ela sempre ia, com Guto ao lado gritando por ela.
- Vamos ?
- Nossa, você hein, depois seu pai acha que to abusando já da mordomia.
- Aff seu bobo.
Quando ela ia virando as costas, Cecília ainda era timida e nem se querme deu um beijo.
- Ei calma ai. - falei a segurando pelos braços.
No momento que ela virou, a beijei.

 

Cecília narrando:
Henrique me beijou ali em frente a sua porta, não foi romantico mais foi perfeito.
Eu o forçei a entrar no carro, ele não queria, queria que eu ficasse em casa, mais eu não tava afim, queria voltar a minha rotina de "excluida" na escola, só que dessa vez iria está ao lado de Henrique, sei que seria por pouco tempo, mais queria fazer desse tempo o mais perfeito, sei que ele não iria me suportar por tanto tempo, afinal meu jeito de ser é muito diferente do dele, e da galerinha que ele anda.
Paramos em frente a creche onde Guto ficava, ele desceu do carro em me deu um celinho e foi correndo para creche e ao encontro de seus amigos, o motorista deu a partida e estavamos indo a escola, paramos em frente a escola, o portão não tinha abrido, chegamos cedo por sinal, eu mesmo abri a porta do meu quarto, achava que Henrique iria sair e abrir para mim, mais passou a época do cavalerismo, mesmo assim ele continuava sendo fofo, educado, cuidadoso e carinhoso, eu fui o primeira a sair, todos pararam e olharam para mim, o motivo de todosolharem para mim foi a notícia de que eu estava no hospital, ou porque eu era a mascarada ? Mais quando Henrique sai do carro, com a mão no cabelo, e logo depois pegou em minha cintura, muitos ficaram de boca aberta, outros pareciam ter visto fantasma, Victória estavam louca, a ponto de avançar em cima de nós, o portão abrio e ninguém entrou exceto umas 5 pessoas que não se importavam para isso. Henrique segurou em minha mão, olhou para mim e perguntou.
- Vamos ?
Eu apenas acenti com a cabeça, e fomos entrando na escola.

- Porque todos me olham. - perguntei enquanto andava com Henrique.
- Não sei... talvez porque todos sabem o que aconteçeu.
- Ou porque você está de mãos dadas com a garota mais humilhada da escola ?
- Pode ser, mais não vai me fazer te deixar.
Chegamos próximo a escada, e escuto alguém me chamando.
- Cecília, Cecília.
Olho para trás e vejo Valéria correndo em minha direção, e Kleber lá atrás.
Quando ela ia pular emcima de mim para me abraçar, Henrique impediu e falou o motivo, dai ela entendeu e me deu um abraço levee um beijo na boxexa.
- Amiga, você não tem idéia do quanto você está sendo falada na escola.
- Isso é bom ? - perguntei.
- Claro, vem aqui.
Ela me pegou pelo braço, e foi me levando a um mural próximo ao galpão, feito pelos alunos, tinha uma filha lá.
Lista de 10 mais gatas.
Eu estava em 2º, pois Victória estava em 1º.
- Nossa, meu nome ai, essa escola hein...
- Mais me diga, ta melhor... não fui te visitar várias vezes por conta da escola sabe.

- Não se preucupa Valéria.
Kleber logo depois apareçe junto com Henrique, Henrique fica do meu lado já Kleber pega Valéria por trás, e a beija.
- Cecília, você não sabe o quanto é bom te vê de volta. - falou Kleber rindo sobre o ombro de Valéria.
- Obrigada.
O sinal tocou aquela hora, e então tinhamos que ir para sala, enquanto estavamos subindo as escadas, avistei Victória lá emcima, segurando no corrimão, se ela fosse o super man concerteza iria romper aquele corrimão, depois virous as costas deixando um ar furioso naquela área.
- Não se preucupa Cecília - falou Valéria - é sempre assim quando ela esta preste a sair do trono de miss popular.
- Como você sabe ? - perguntei.
- Já fui do grupo delas, porque acha que sai ?
- Hm... não sei.
- Sabe, eu era como ela, eramos grandes amigas mais só que sempre disputavamos a popularidade foi então que surgiu a miss popular, foi daí que viramos rivais, até ela armar muitas coisas para me perder, resumindo... acabei perdendo e saindo do grupo, só Kleber continuou.
- Nossa, porque as pessoas são assim ? 
- Assim como ?
- Assim como ela, querer tudo, ser melhor que todos, chamar atenção, humilhar...
- DESTAQUE, ser alguém importante, era assim que eu pensava. - falou Valéria abaixando a cabeça.

Entramos na sala, emais uma vez todos olhavam para mim, o que aconteçeu ? Eu ainda continuo sendo a "excluída", Henrique foi para seu lugar e eu fui ao meu, sentavamos longes um do outro, eu sentava na ultima cadeira próxima a parede, ele sentava na feleira do lado esquerdo na 2ª cadeira, e logo ao seu lado estava Victória.
A aula foi passando e passando, e eu fui revirando as folhas do meu caderno até encontrar uma pergunta que tinha feito mêses atrás.
" Cadê Você ? " foi então que dei um sorriso de boba, e com o lápis, abaixo escrevi: " Ao teu lado! ". e ao lado coloquei um coração, coisa de jovens bobas apaixonadas. - ri sozinha naquele momento, mais ri de uma forma que ninguém percebesse.
O sinal toca, e eu estava arrumando minhas coisas para deixar ali emcima de minah mesa, mais deixaria os livros em cim um do outro, só levaria meu livro romantico para o galpão, e quando eu me levanto me deparo com Henrique já em minha frente.
- Oi. - falou ele.
- Ai que susto seu bobo. - ri.
- Não consigo ficar longe de ti, porque ? - perguntou ele, fazendo cara de cachorro sem dono.
- Hm, não sei ;/
- Aff sua boba, estragou o clima era pra dizer " Porque sou bonita e gostosa ". - rimos muito ali, e então saimos para o galpão, fui primeiro a cantina, comprar um sandwich e um copo de refrigerante, Kleber e Valéria não se desgrudavam um dos outros, Henrique foi no banheiro e eu fui para meu banco, o banco da excluida chamada Cecília, todos me olhavam as vezes, " e ai gostosa " falou um moleque que passou por trás de mim. Como alguém sentiria atração por alguém que nem sabe se vestir, usava roupas do tempo de minha vó ? "
Vejo Henrique falando com o grupinho dele, ele da uma risada alta e depois sai dali vindo em direção a mim, eu dei uma mordida no sandwich, e quando eu olhei ele estava sentado em minha frente.
- Ops, seu queixo está melado de mostarda. - falou ele.
Com seu dedo polegar, limpou a mostarda de meu queixo... o toque de sua mão era delicado, e seu olhar era meigo.

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